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1 31/10/2012 09:06

Uma das maiores reclamações dos praticantes de bumerangue é convencer quem não conhece a modalidade que o objeto de fato volta para a mão do lançador, como se fosse mágica ou cena de desenho animado.

“Toda vez que digo que pratico bumerangue, a pessoa pergunta, com um sorriso, se isso existe mesmo”, diz Ângelo Matuda, um dos organizadores do Campeonato Mundial da modalidade, ocorrido em Itu entre 17 e 27 de outubro.

O torneio reuniu 96 participantes de 16 países, incluindo 14 brasileiros. “Essa foi a primeira vez que acontece um Campeonato Mundial no Brasil. Foi incrível, e tivemos a oportunidade de mostrar nossa hospitalidade aos melhores do mundo”,  conta Ricardo Marx, presidente da Associação Brasileira de Bumerangue (ABB).

Ele calcula que existam cerca de 5 mil praticantes de bumerangue no país, com 70 deles participando de competições. A ABB tem atualmente cerca de 30 sócios. Vários deles se reúnem nas manhãs de sábado para praticar no parque Vila Lobos, na capital paulista.

Fascínio adolescente

Hoje com 38 anos, Ricardo conta que ficou fascinado quando viu o objeto pela primeira vez. “Eu tinha uns 14 anos, no fim dos anos 80, e vi no parque do Ibirapuera um cara arremessando um bumerangue. Não acreditei no que via e, embora ele não quisesse muito papo comigo no começo, voltei todos os dias até que ele me ensinasse uns truques. Era antes da internet, portanto, difícil de encontrar informações sobre como arremessar direito.”

De fato, arremessar o bumerangue não é fácil, ou pelo menos não é algo que se faça naturalmente sem algumas instruções prévias. São cinco os elementos que influenciam em sua trajetória e que devem ser levados em conta: força de gravidade, pressão gerada pelo movimento circular, força de arremesso, diferença entre o ar em suas pontas e o vento do ambiente.

O bumerangue, que pode ter duas, três ou mais pontas, voa porque gira sobre um eixo formado por seu próprio centro. O ar se move mais rápido em cima da asa do que abaixo, criando pressão e fazendo com que sua trajetória pareça mágica, por ser curva e horizontal.

Portanto, se ele for arremessado na horizontal, como um frisbee, a pressão o fará subir e cair verticalmente. A maneira certa de arremessá-lo é na vertical, para que ele suba e voe para a esquerda ou direita, em curva, até voltar para o ponto de onde foi arremessado, completando um círculo. Ricardo calcula que um principiante já consegue se divertir com um bumerangue após umas 10 tentativas, “desde que siga as instruções que vêm quando se compra o produto”.

As competições podem ser individuais ou em equipe, realizadas em locais abertos, planos e sem obstáculos aos voos, com marcações de distância no chão. E se há um traço que chama a atenção no torneio disputado em Itu é o cavalheirismo. Os competidores disputavam as provas com as camisas das delegações de outros países. E enquanto um competidor fazia seus arremessos, os rivais o ajudavam com orientações e palavras de incentivo, vibrando a cada sucesso.

“Somos uma comunidade que viaja o mundo, disputando torneios. E é importante que não exista dinheiro envolvido, para preservar a pureza da atividade. Mas, mesmo com todo esse cavalheirismo, tenho que afirmar que somos muito competitivos”, diz o americano Logan Broadbent.

O vencedor do torneio individual foi o suíço Manuel Schutz e o de equipes, foi o time Boomergang, composto por participantes de vários países. O brasileiro com melhor desempenho foi Eduardo Místico, que ficou na quinta posição na individual. Nas equipes, a melhor posição brasileira foi o sexto lugar da 220v.

Fonte: UOL







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