O preço de dois dos alimentos mais presentes na mesa dos baianos voltou a subir. Dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) mostram que o flocão de milho, utilizado no preparo do cuscuz, teve alta de 15,64% em junho, enquanto o feijão ficou 7,72% mais caro em Salvador.
Apesar de a cesta básica ter registrado uma redução média de 0,80% no mês, passando a custar R$ 651,78, o aumento desses produtos essenciais preocupa por atingir diretamente a alimentação diária das famílias.
Além do flocão e do feijão, também ficaram mais caros a carne de sertão (6,57%), a batata inglesa (6,49%), o óleo de soja (3,35%), os ovos (2,15%), o leite (1,84%), o frango (1,08%), a manteiga (0,33%) e o macarrão (0,22%).
Em contrapartida, alguns produtos apresentaram queda de preço, como a linguiça calabresa (-7,96%), maçã (-7,57%), cebola (-5,05%), pão francês (-4,25%), tomate (-4,23%), banana-prata (-4,19%), farinha de mandioca (-4,09%), além do arroz (-1,98%) e do café moído (-1,50%).
Conforme apuração do Informe Baiano, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 95 horas e 37 minutos de trabalho para comprar uma cesta básica em junho, o equivalente a 43,47% do salário mínimo líquido.
Mesmo com a leve redução no valor total da cesta, a alta de produtos tradicionais, como o cuscuz e o feijão, continua pressionando o orçamento das famílias baianas.













