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1 15/12/2017 17:50

Os brasileiros desejam envelhecer com saúde e pretendem viver até os 85 anos, em média, superando a expectativa de vida atual, que é de 75,5 anos, segundo as estatísticas oficiais brasileiras. Mas a maioria não adota um estilo de vida que contribua para alcançar esse objetivo, com exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e cuidados preventivos. Por outro lado, grande parte da população está convencida de que esses hábitos poderiam contribuir para uma maturidade mais saudável. Essas contradições são algumas das conclusões da pesquisa “Como os brasileiros encaram o envelhecimento – versão 2017”, um novo levantamento realizado pelo Instituto Qualibest com brasileiros de todas as regiões do País.

A pesquisa, que envolveu 703 adultos com 18 anos ou mais de idade, faz parte da campanha “Envelhecer Sem Vergonha – Qualidade de vida não tem idade”, uma iniciativa lançada pela Pfizer em 2015, com o objetivo de convocar a sociedade para uma conversa franca e bem-humorada sobre o tema. Naquela ocasião, foi lançada a primeira edição da pesquisa. Desta vez, algumas temáticas foram acrescentadas ao levantamento, como o impacto das mídias sociais para as diferentes gerações.

Contradições

A maioria dos entrevistados, ou 92% da amostra, afirma que sente medo de envelhecer. E, para esse grupo, os problemas de saúde são justamente o aspecto mais temido quando pensam em maturidade. Por outro lado, os dados da pesquisa apontam que a minoria das pessoas ouvidas pratica atividades físicas, mantém uma alimentação saudável ou cuida da saúde de forma preventiva, hábitos que poderiam contribuir para a prevenção de doenças no futuro.

Contraditoriamente, os entrevistados demonstram estar cientes de que a prevenção, a nutrição adequada e a prática de atividades físicas são fatores importantes para a manutenção da saúde vida afora.

Receios e expectativas

Os problemas de saúde foram mencionados por 70% dos entrevistados que temem o envelhecimento como o principal motivo de receio em relação à maturidade, mas há outros fatores associados a esse sentimento. As limitações físicas, destacadas por 64% dos entrevistados, e os problemas com a memória, ressaltados por 55% do público, também chamam a atenção.

O medo da solidão, mencionado por 45% dos participantes, é outro aspecto que chama a atenção. “No Brasil há uma tendência ao narcisismo, pois os brasileiros cultuam muito a aparência, a juventude. Então, esse medo da solidão pode ser traduzido como um receio de não ser notado, de não ser visto pelo outro no fim da vida, quando já não se tem as características da juventude que a sociedade tanto valoriza“, diz a psiquiatra Rita Cecília Ferreira, do Programa da Terceira Idade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).

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Foto: Reprodução







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