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1 09/11/2017 09:50

O pagamento do 13º Salário vai injetar na economia baiana R$ 8,57 bilhões, até o final deste ano, de acordo com cálculos divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estudos Econômicos e Sociais (Dieese). A estimativa é que os recursos sejam distribuídos por 4,7 milhões de pessoas na Bahia, entre trabalhadores do mercado formal e os aposentados e pensionistas. Esse montante representa em torno de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. 

O estado responde por 3,87% do total de recursos que serão movimentados no Brasil e por 26,9% da região Nordeste. Nacionalmente, o 13º Salario vai movimentar um volume de R$ 200 bilhões. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 2.251.

No estado, os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 48,0%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 52,0%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 1,3%. Em relação à distribuição dos valores que cada segmento receberá, os empregados formalizados ficam com 61,6% (R$ 5,27 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 31,9% (R$ 2,73 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do estado caberão 5,74% (R$ 492,5 milhões) e aos do Regime Próprio dos municípios, 0,8%. 

A estimativa do Dieese é que este ano haverá um aumento real (já descontando-se o efeito da inflação) de 0,5% no volume de recursos injetados na economia baiana. Para a economista Ana Georgina Dias, supervisora técnica do órgão na Bahia, o aumento no volume, mesmo em um período de alta no desemprego se deve, sobretudo, ao crescimento nos pedidos de aposentadoria no decorrer deste ano. "Muita gente correu para se aposentar, temendo se prejudicar com a reforma da Previdência", explicou ela. 

Por outro lado, avalia Ana Georgina, os efeitos da crise no mercado de trabalho podem ser notados na comparação com o volume de trabalhadores formais que irão receber o 13º este ano, em comparação com anos anteriores. "O valor injetado pelo 13º na economia poderia ser maior, não fosse a perda de postos de trabalho no país. É um cenário que vem se repetindo desde 2015", afirmou, lembrando que recentemente o desemprego estagnou. De acordo com a economista, em 2014, o Brasil tinha 49,6 milhões de trabalhadores formais. Este número caiu para 48,1 milhões em 2015 e para 46,7 no ano passado. 

Correio
Foto: Evandro Veiga/Arquivo CORREIO







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