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1 06/11/2017 17:20

Para uns, férias e final de semana são motivo de alegria. Para outros, cerca de um terço, de tensão. Fato é que o bem-estar e mesmo a produtividade dos trabalhadores está em jogo e os fatores podem estar associados à crise econômica e ao medo do desemprego. De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma-BR) no ano passado, cerca de 32% dos brasileiros economicamente ativos apresentam sintomas da Síndrome de Burnout. Ou seja, quase um em cada nove profissionais está dentro de um ciclo de esgotamento físico e psíquico por causa de condições extenuantes no ambiente de trabalho. O Brasil está atrás apenas do Japão na lista elaborada pelo Isma.

De acordo com Ana Maria Rossi, presidente da entidade, 94% dos entrevistados relataram que se sentem incapacitados para trabalhar, mas continuam por medo de serem demitidos. Por trás dessa falta de ‘capacidade’ estão as três dimensões da síndrome. A primeira, segundo a psicóloga, é a exaustão, que “vai muito além do cansaço”. Isso porque férias ou o final de semana não resolvem a fadiga. O problema ainda perpassa por um sentimento de ‘rua sem saída’ e despersonalização (ceticismo), além da falta de produtividade (ineficácia).

Flávia Motta, coach de bem-estar, descreve como identificar o Burnout. “Uma das primeiras características é se dedicar totalmente ao trabalho, esquecer as outras áreas da vida e deixar de cuidar da saúde”. Ela, que era consultora de recursos humanos e se considerava workaholic, não chegou ao esgotamento porque percebeu o caminho que estava trilhando. “Eu sequer telefonava para os meus pais; com relacionamos amorosos eu dizia que ‘não tinha tempo’”, lembra. 

No que diz respeito à precaução, a psicóloga e professora adjunta da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) Márcia Oliveira Staffa Tironi explica que os estudos em saúde do trabalhador apontam que os profissionais adoecem mais por questões associadas ao trabalho do que por fatores individuais. Portanto, “o ideal é que essa prevenção inclua a revisão de processos de trabalho nas organizações onde esses profissionais atuam”. 

Ana Maria também chama atenção para o estilo de vida saudável. “Temos a atividade física como forma de canalizar ansiedade e frustrações. O estresse afeta o paladar e é comum abusar da cafeína, álcool e comidas gordurosas”.

Para quem já apresenta os sintomas da síndrome, profissionais como psicólogos e psiquiatras podem ajudar. Márcia indica que o tratamento do Burnout deve incluir uma equipe multidisciplinar, que envolva as áreas de recursos humanos e de saúde ocupacional das empresas. Ana Maria pondera: “Muitas dessas pessoas não vão procurar ninguém na empresa por receio da demissão ou de serem rotuladas como incapazes, mas é importante buscar ajuda”.

Não caia na Síndrome de Burnout

Respeite o relógio: O seu expediente é das 8h às 18h? É normal que às vezes seja preciso alongar no trabalho, mas, se isso ocorre todos os dias, fique atento. Isso pode gerar esgotamento físico e mental.

Corpo: Cuide da sua saúde. Além de uma alimentação equilibrada, faça atividades físicas.

Relações: Não deixe de sair com os amigos ou ter contato com a família por causa do trabalho. Sempre reserve um momento para as relações interpessoais. 

Relaxe: Não esqueça dos momentos de lazer. Eles te ajudarão a ser mais produtivo e recuperar o cansaço diário.

Ajuda: Está falhando nas atividades rotineiras ou se sente sempre cansado? Já está mais do que na hora de procurar ajuda profissional. Psicólogos, terapeutas e até coaches podem ajudar na prevenção.

Correio
Foto: Pixabay







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