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1 31/05/2017 12:20

O risco de câncer e doença cardíaca aumenta em pessoas fumantes. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que um terço da população mundial adulta sejam fumantes e o tabagismo seja a principal causa de morte evitável no mundo. A Secretaria Estadual de Saúde informou que este ano já foram registrados 181 óbitos por neoplasia maligna dos brônquios e dos pulmões na Bahia e 49 em Salvador.

No Brasil, um estudo recente sobre impacto econômico do tabagismo no SUS revelou que são gastos cerca de R$ 23 bilhões com o tratamento de algumas das mais de 50 doenças relacionadas ao tabaco. Para alertar sobre os malefícios que o tabagismo causa aos seus dependentes, o dia 31 de maio é considerado como o Dia Mundial sem Tabaco e esse ano o tema da campanha é “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”.

A pneumologista do Hospital São Rafael e doutoranda em Circulação Pulmonar da UNIFESP, Camila Loureiro, disse que o tabagismo é considerado uma doença pediátrica, em função de 70-80% dos fumantes se tornarem dependentes na infância e na adolescência, antes dos 18 anos de idade. “Felizmente, Salvador é uma das cidades com menor número de fumantes no Brasil. Apesar da redução da prevalência no país ao longo dos últimos anos, ainda quase 30 pessoas morrem por hora vítimas do tabagismo ativo e passivo”, revelou.

A combustão do cigarro libera mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nitrosaminas causadores de câncer.

Existem cerca de 55 doenças tabaco-relacionadas, sendo o tabaco fator de risco para seis entre as oito principais causas de morte no mundo, como as doenças cardiovasculares, cerebrovas- culares,  respiratórias crônicas e neoplasias. Segundo dados do INCA, até 90% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao tabagismo, com 28 mil novos casos por ano no país.

“Na maioria das vezes, trata-se de uma doença silenciosa nas fases iniciais, de modo que existem protocolos para rastreamento bem estabelecidos nessa população de pacientes. Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, tais como tosse, dor torácica, falta de ar e chiado no peito. Uma vez diagnosticado o câncer de pulmão, o tratamento deve ser multidisciplinar, com seguimento por pneumologista, oncologista, cirurgião torácico e/ou radioterapeuta, conforme cada caso”, pontuou a especialista.

O diretor da Clínica ADS e cardiologista Luiz Agnaldo Souza explicou que, além dos estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento de câncer, o tabagismo também figura entre os vilões quando o assunto é a saúde cardiovascular. “O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio, a parede das células que recobre os vasos sanguíneos. Ele interfere na produção de oxido nítrico, o que torna a camada superficial dos vasos, o endotélio, mais vulneráveis ao acúmulo de gordura e formação da temível placa de colesterol. Interfere também no mecanismo de regulação responsável pela contração e relaxamento dos vasos levando a fenômenos isquêmicos entre eles: o infarto do miocárdio, a angina e o acidente vascular cerebral (derrame cerebral)”, esclareceu.

Adesivos e chicletes antifumo ajudam e blogs dão suporte psicológico 

O especialista lembrou que, os danos causados aos chamados fumantes passivos, que absorvem a fumaça do tabaco acabam também tendo sua saúde prejudicada. Adesivos e chicletes antifumo e até blogs para dar suporte psicológico para quem intenciona parar de fumar estão à disposição, mas nem sempre deixar o hábito é fácil. “Embora as pessoas conheçam os prejuízos do cigarro, sobretudo para a saúde cardiovascular, parar é uma decisão difícil, deve haver muita força de vontade para a mudança de atitude”, ressaltou Luiz Agnaldo Souza.

A nicotina, presente no cigarro, também está associada à Doença de Alzheimer, problema que afeta 1,2 milhão de pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. “O tabaco consegue acelerar a atrofia cerebral, diminuir a circulação do sangue, desequilibrar a produção do oxigênio, causar infartos silenciosos e ainda provocar inflamação no órgão, dando maior abertura para o surgimento da doença de forma precoce”, explica o neurologista Thiago Junqueira.

Os sintomas iniciais são a perda de memória recente, quando o paciente passa a esquecer dos objetos e não se lembrar de coisas do dia a dia durante as conversas. “Com o avançar da doença, outros problemas vão surgindo, como dificuldade para encontrar palavras, para se recordar de datas e de lugares e, posteriormente, o raciocínio e a memória são afetados, em longo prazo, como o reconhecimento de familiares”, detalha o neurologista, destacando outros fatores de risco, como o traumatismo craniano intenso ou recorrente, hipertensão arterial, AVC, obesidade, colesterol elevado, doenças cardíacas, diabetes e obesidade. “Tudo isso, se atrelado ao tabagismo, ajuda a potencializar o Alzheimer”, pontuou. 

Adotar hábitos saudáveis de vida é o primeiro passo para evitar o surgimento da maioria das doenças ou retardar o seu início. No entanto, a pneumologista Camila Loureiro afirmou que não há níveis nem formas seguras de exposição ao tabaco, mesmo se fumante de poucos cigarros ao dia ou de outras formas de tabaco como o narguilé ou o cigarro eletrônico. “A melhor estratégia para prevenir o risco de doenças relacionadas ao tabagismo é não começar a fumar. E, uma vez tabagista, há benefícios em parar de fumar em qualquer idade, independente da presença ou não das doenças tabaco-relacionadas”, enfatizou.

Hábito de fumar potencializa o surgimento precoce do Alzheimer

A nicotina, presente no cigarro, também está associada à  Doença  de Alzheimer, problema que afeta 1,2 milhão de pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de  Alzheimer. “O tabaco consegue acelerar a atrofia cerebral, diminuir a circulação do sangue, desequilibrar a produção do oxigênio, causar infartos silenciosos e ainda provocar inflamação no órgão, dando maior abertura para o surgimento da doença de forma precoce”, explica o neurologista Thiago Junqueira.

De acordo com o médico, o Alzheimer é a enfermidade neurodegenerativa mais frequente, que leva à morte de neurônios, sendo a principal causa de demência em idosos. “Os sintomas iniciais são a perda de memória recente, quando o paciente passa a esquecer dos objetos e não se lembrar de coisas do dia a dia durante as conversas. Com o avançar da doença, outros problemas vão surgindo, como dificuldade para encontrar palavras, para se recordar de datas e de lugares e, posteriormente, o raciocínio e a memória são afetados, em longo prazo, como o reconhecimento de familiares”, detalha o neurologista.

O Alzheimer costuma se manifestar principalmente em idosos, depois dos 70 anos, mas também pode se desenvolver na fase adulta, aos 30 ou 40 anos, caso tenha histórico familiar positivo da doença. Além desses aspectos de ocorrência, é importante destacar outros fatores de risco: traumatismo craniano intenso ou recorrente, hipertensão arterial, AVC, obesidade, colesterol elevado, doenças cardíacas, diabetes e obesidade. Tudo isso, se atrelado ao tabagismo, ajuda a potencializar o Alzheimer.

Tribuna da Bahia







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