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1 26/05/2017 09:20

Há uma semana para o lançamento do Plano Safra 2017/2018, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo Michel Temer, Blairo Maggi, adiantou que o governo deve reduzir os juros em um ponto percentual, mas que no geral vai manter a mesma média de investimento do ano passado.

“Vamos anunciar semana que vem o novo Plano Safra. Já fechamos os últimos números e está praticamente tudo definido. Com o teto de gastos não tem muito espaço para se trabalhar, mas a agricultura não pode ser deixada de lado. Vamos conseguir aumentar um pouco, mas em cima da mesma base do ano passado”, disse, ao admitir que os juros ainda são caros para o agricultor. “Uma taxa de 7,5% com uma inflação de 4,5% ainda é uma taxa real alta. Mas foi o melhor que nós pudemos fazer em função da situação que o país se encontra e pode suportar”, completou.

Maggi participou na manhã desta quinta-feira (25) da abertura do seminário “A Força do Campo”, promovido pelo Banco Santander, em Cuiabá (MT). Ainda sobre a crise política envolvendo o presidente Temer, o ministro afirmou que o governo precisa recuperar a base que tem no Congresso Nacional, caso queira se restabelecer.

“Sabemos que o nosso governo não é popular. E ficou menos ainda. Mas tínhamos uma base parlamentar forte. Perdemos um pouco disso, mas estamos trabalhando para reconquistar esta base e adotar as reformas necessárias para que o Brasil possa voltar a crescer”.

O presidente do Banco Santander, Sérgio Rial, também participou da abertura e defendeu uma mudança no sistema de financiamento. “É muito importante existir a integração entre o privado e o público. Precisamos eliminar assimetrias e desconstruir o sistema que tem mais de 50% do crédito nas mãos do Estado. Essa concorrência tem que acontecer para que os bancos tenham condições de competir. Quanto mais velocidade e equidade no sistema, menor o custo”, destacou.

Ainda de acordo com ele, a solução para o desenvolvimento econômico está no estímulo a uma maior competitividade na indústria financeira. “Num Brasil onde a taxa de juros está entre 14%, 15%, fica difícil olhar para os negócios e estar totalmente competitivo”, avaliou Rial.

Carne Fraca

Sobre os impactos da Operação Carne Fraca no desenvolvimento do Agronegócio, o ministro Blairo Maggi ressaltou que o governo fez o seu papel. “Nós não temos quase mais nenhum embargo. Só um ou outro. Eu diria que em termos de governo isso está solucionado. O que temos de problema é uma questão de mercado. A imagem do Brasil ficou um pouco comprometida. Existe um ponto de interrogação quanto a qualidade do nosso produto”, argumentou.

Com relação as exportações, o Brasil vai precisar se adaptar as novas exigências. “Acabo de voltar do Oriente Médio por conta da Operação Carne Fraca. Visitei quatro países e todos eles vão mudar o rumo de produção e compra de alimentos. E nós vamos ter que nos adaptar a esse processo. A nossa maior vantagem para reconquistar esses mercados está na alta produtividade, na ciência e tecnologia”.

Após as denúncias envolvendo a JBS, o Ministério está fazendo um mapeamento para tentar estimular outros grupos individuais que possam se fortalecer dentro do mercado. “Sou um pouco crítico da posição do governo e do BNDES em ter proporcionado essa grande concentração. Sempre é muito perigoso. Eu não sei o que vai acontecer com essa companhia. Vamos imaginar que aconteça o pior com a JBS. Como fica o setor produtivo? Os nossos compradores e consumidores lá de fora também estão preocupados com o fato desta concentração estar na mão de uma ou duas empresas muito grandes, que se tiverem problemas serão mais problemas ainda com a segurança alimentar. O Brasil precisa reavaliar isso”.

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