Utilizada no Carnaval, as serpentinas metálicas estão proibidas em toda a Bahia desde o ano passado, quando entrou em vigor uma lei estadual que vedou a fabricação, comercialização e uso do objeto.
Vigente desde o dia 13 de fevereiro de 2025, a legislação determina que o descumprimento da norma resultará na aplicação de multa entre R$ 5 mil e R$ 100 mil, a depender do porte do empreendimento e circunstâncias da infração. Em caso de reincidência, o valor da nova multa será dobrado.
A promulgação da lei foi justificada devido aos riscos de graves acidentes que esses objetos oferecem aos foliões. As serpentinas metálicas são condutoras de energia e quando lançadas em direção à rede elétrica podem gerar um curto-circuito e partir a fiação. Além do perigo à população, o objeto pode provocar interrupções de energia.
Quando são lançadas por bastões em trios e camarotes, o risco é potencializado devido à altura que as serpentinas podem atingir. Em alguns casos, o objeto pode ser projetado a até 8 metros, ou seja, acima da rede elétrica.
No Circuito Osmar, no Campo Grande, os moradores costumam decorar suas varandas com enfeites metálicos. Essas decorações podem cair sobre os fios de energia e causar acidentes e interrupções.
“A segurança é o principal valor da Neoenergia Coelba e por isso intensificamos as ações de comunicação para conscientizar a população sobre os riscos das serpentinas metálicas. Promovemos workshops com os motoristas de trio elétrico e alinhamentos com os órgãos envolvidos no Carnaval solicitando apoio nas fiscalizações. Pedimos a todos que tenham consciência para que seja um período de alegria e sem acidentes”, destaca a superintendente Institucional da Neoenergia Coelba, Maria Helena Farias.











