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1 10/01/2019 22:20

Em apoio a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão o Sistema MPA de Comunicação divulga o editorial “Novos Políticos e Velhas Práticas”. O editorial faz criticas severas ao beneficio concedido aos deputados federais de auxilio- mudança. No documento a associação enfatiza que a mudança precisa acontecer por completa, o desejo da população creditado nas urnas precisa ser colocado em prática em postura e posicionamentos.

Leia o editorial na integra:

"NOVOS POLÍTICOS, VELHAS PRÁTICAS

Os brasileiros votaram em outubro movido pela  esperança, com espírito de mudança, de renovação, pelo fim de um ciclo de vícios que contaminava a política nacional. Apesar do recado das urnas, as velhas práticas políticas teimam em persistir. E o pior, com a conivência dos novos parlamentares, muitos deles eleitos com o discurso de acabar com os privilégios e moralizar o parlamento.

Na prática, a farra no Congresso Nacional continua. A Câmara dos Deputados liberou um vergonhoso auxílio-mudança que representa cerca de R$ 37 mil para cada parlamentar, somando-se, no total, mais de R$ 17 milhões em recursos públicos para a transferência para Brasília, sendo que muitos desses representantes foram reeleitos, ou seja, já têm estrutura de vida e trabalho na Capital Federal.

Sem esquecer, também, que deputados suplentes assumiram os mandatos pelo período de apenas um mês e têm direito a receber todas as verbas de gabinete previstas no regimento da Câmara, incluindo o auxílio-mudança. É curioso que, mesmo entre os catarinenses, nenhum parlamentar tenha recusado o recebimento das vantagens. Somente depois da repercussão negativa da concessão do penduricalho apenas dois dos 18 parlamentares resolveram anunciar que recusarão o dinheiro.

 A indignação que foi expressa no voto popular e que indicou o amplo desejo de renovação com a vitória de Jair Bolsonaro não está se traduzindo em mudança verdadeira. O que continua valendo são as práticas da velha e surrada política, aquela história do “levar vantagem em tudo”. No caso, levar vantagem com o nosso dinheiro, o dinheiro público escasso para tantas prioridades, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

Os políticos de modo geral, mas principalmente aqueles eleitos pela primeira vez bem como os do Deputados Eleitos pelo Partido  PSL,de Jair Bolsonaro, comprometidos com a mudança, deveriam não apenas ser contrários e abrir mão do benefício, mas propor a extinção deste privilégio. Esta seria a postura que a sociedade esperava deles. É de se lamentar que essa falta de compromisso e de pudor dos políticos parece não importar muito para a cúpula do Congresso, porque justamente o clima de disputa pela direção do Legislativo é que impulsiona o “toma-lá-dá-cá”, a troca de favores e vantagens que enlameia a política brasileira há muitas décadas.

O escândalo do auxílio- mudança  é mais um capítulo que demonstra a separação que existe entre Brasília, uma espécie de ilha da fantasia, do Brasil real, dos milhões de brasileiros que trabalham para uma casta de políticos que mantém posturas que não condizem mais com realidade brasileira. É preciso que os novos parlamentares, aqueles que estão estreando no cenário político, tenham a coragem de mudar e propor o fim desta aberração. Pode ser um benefício legal, mas é imoral e fere ao bom senso. Sabemos que os parlamentares é que fazem as leis e regulamentos internos , muitas delas em benefício próprio.

Os parlamentares precisam entender que são servidores público, que não ocupam o cargo para viver bem, buscar privilégios ou enriquecer. Devem se despir da fantasia de que são autoridades, que tudo podem, mas envergarem o uniforme de servidores da sociedade, porque a autoridade verdadeira emana do povo que os elegeu.

Nós, do Grupo RIC, vamos continuar ao lado dos catarinenses, fiéis aos princípios do bom jornalismo, denunciando e exigindo uma nova postura dos gestores públicos e políticos. E esperamos que a sociedade reaja, fiscalize, esteja vigilante. Em benefício de um novo país, mais justo e equilibrado, mais transparente e verdadeiro. Este novo país depende de todos nós. Depende de representantes públicos comprometidos com a maioria dos brasileiros, que hoje recebem as migalhas dos impostos que pagam com o suor de muito trabalho.

 O auxílio–mudança beira ao escárnio, à indecência, porque afronta o cidadão comum, aquele que luta para ter uma vida digna em meio a tanta desigualdade social gerada pela má gestão pública. Talvez estejamos ainda longe de um Brasil onde os impostos sejam bem aplicados, com instituições espartanas, com justo uso dos recursos, sem desperdícios e corrupção, com os poderes mais próximos do cidadão, engajados com a sociedade. Quando este dia chegar talvez então possamos ser a tão almejada Pátria Amada Brasil".

 

 







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