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1 17/10/2018 20:00

 Cristina Pita

A artista plástica Paola Helena Publio denunciou em sua rede social o uso não autorizado de sua obra pelos organizadores da Festa Literária Internacional de Cachoeira, a Flica, em todo material de divulgação do evento, sem que ela tenha autorizado ou ao menos dado o crédito do autor. “Levei um susto quando vi no folder da programação da Flica minhas peças estampadas logo no primeiro dia do evento. Percorri a cidade e vi também nos pórticos, nos postes e nos cenários da Flica. Em  nenhum momento procuraram saber quem era o autor das mandalas usadas”, denunciou a artista. Paola Helena é de Petrolina, mas mora em Cachoeira há cinco anos. 

A oitava edição da Flica foi realizada de 11 a 14 de outubro, em Cachoeira (a 110 km de Salvador), no Recôncavo Baiano. O evento literário reuniu artistas e escritores nacionais e internacionais. A Flica se tornou um dos maiores e mais renomados eventos literários do país, e este ano reuniu autores da literatura nacional e internacional. O evento tem o patrocínio do Governo do Estado da Bahia, o apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeira, Caixa e Governo Federal, e realização da Icontent e Cali.

Segundo a artista Paola Helena, em entrevista exclusiva ao site andaia.com.br na tarde desta terça-feira (16/10), além de utilizar as peças dela sem a devida autorização, a obra original foi modificada, descaracterizando o trabalho autoral. “Além do uso indevido, fizeram uns recortes modificando o original das peças. Na praça principal de Cachoeira colocaram um pórtico, onde as pessoas tiravam fotos, com a minha mandala exposta. É uma honra ter seu trabalho num evento do porte da Flica, mas com a devida autorização”, pontuou.

A artista plástica lamenta que a Flica, pela grandiosidade que o evento se tornou, deveria valorizar os artistas da terra. Coisa que não acontece. “Acho que os artistas de Cachoeira deveriam ser mais valorizados na Flica, mas isso não ocorre. Temos na cidade e região artistas de grande valor, assim como suas obras. Nunca fomos convidados para participar da Flica”, lamentou.

De acordo com Paola, três peças dela foram usadas sem autorização pelos organizadores da Flica. A primeira aparece no folder com a programação da Flica. “Essa mandala foi recortada e usaram um pedaço. Além disso, colocaram de cabeça para baixo. A publicidade da Flica foi lançada quatro meses antes do evento. A Flica começou dia 11 e depois, ao chegar em Cachoeira, pois estava há 40 dias fora, eu vi o folder com a programação e me deparei com as minhas peças. Então procurei a coordenação, que prometeu dar o crédito, mas o evento acabou domingo, dia 14, e nada fizeram. Em nenhum momento me procuraram para saber a quem pertenciam as peças”, ressaltou.

A outra peça é uma laranja usada no pórtico. “Fiquei chocada. Percebi que todas as frases que usaram deram o nome do autor. Quero deixar claro que  vou tomar as providências cabíveis. O que queria mesmo era ter participado como artista da Flica, poder contribuir, mas isso me foi violado”, disse, indignada. A artista plástica está seguindo as orientações de um advogado sobre o caso.

Paola Helena diz que faltou ‘cuidado’ de quem organizou toda publicidade da Flica. “O que aconteceu comigo foi falta de cuidado. Eles não poderiam deixar de procurar o autor. Não tem cabimento, porque se trata de profissionais”, disse.

O outro lado

A assessoria de Comunicação da Flica foi procurada pela reportagem do andaia.com.br, por telefone duas vezes e ficou de dar uma resposta sobre a situação, mas até o momento do fechamento da matéria, não houve retorno. A Icontent, que pertence a Rede Bahia, é uma das responsáveis pela organização da Flica.

Na sua página do Facebook, a artista plástica esbravejou; confira







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