Esportes

1 19/04/2016 11:00

A ex-jogadora de basquete Hortência, vice-campeã olímpica em 96 e campeã mundial em 94, esteve em Salvador nesta segunda-feira (18) e fez queixas à atual gestão do esporte no Brasil. “Se formos falar de gestão, ficaremos aqui o dia inteiro. Fico com pena, pois, com uma olimpíada dentro de nosso país, tivemos esses problemas todos entre os clubes e as meninas”, lamentou. No início deste ano, uma briga entre os clubes da Liga de Basquete Feminino (LBF) e a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) fez a seleção feminina entrar numa crise. Os clubes, reclamando pouca atenção da confederação, prometeram um boicote e não cederam jogadoras ao selecionado nacional. Para a ex-jogadora, um planejamento maior deveria ser feito. Jogos internacionais deveriam ser realizados e matérias de mais qualidade disponibilizados. No entanto, o que falta é dinheiro. “A conversa entre os clubes e federações é o trabalho; é a oferta de mais tempo de treinamento, material, viagens, jogos internacionais. É botar essas meninas de 12 anos para viajar o mundo e conhecer outras escolas do basquete. Mas, por problemas financeiros, não há isso. Portanto, ficam inexperientes internacionalmente”, explicou.

Às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Hortência foi pessimista quanto à participação do Brasil no quadro de medalhas. Apesar de crer no “sucesso” dos jogos, Hortência não acredita que o Brasil possa entrar no Top 10 da competição. “Acho muito difícil”, cravou. Na contramão da performance técnica, a ex-jogadora considera que as Olimpíadas serão um sucesso para o público. “Os Jogos serão um sucesso. Podem não ser pelo quadro de medalhas, mas a população irá interagir e vai ser muito bacana”, concluiu. Dentro do basquete, ela polarizou o acesso ao pódio. No masculino, um otimismo forte. No feminino, pessimismo e reclamação sobre planejamento. “Eu acho que o time masculino está mais pronto. Tem uma equipe mais homogênea. Temos armadores, laterais, pivôs. Apesar do [Tiago] Splitter ter se machucado, nós temos uma boa equipe. Pode ganhar a medalha? Pode. Como também não pode. No feminino, não vejo um material humano dessa qualidade. Gostaria que as meninas me surpreendessem. Acho difícil, mas vamos ver”, disse Hortência. Na palestra “Encontro dos Notáveis”, a campeã mundial de 1994 exaltou sua parceria com “Magic” Paula. “Ela é a pessoa mais importante de minha vida. Eu não gostava de perder para ela, e isso me fez crescer”, revelou. Questionada sobre a falta de jogadoras decisivas no basquete nacional, ela preferiu não comparar gerações. “Não posso comparar minha geração com a atual. No masculino, por exemplo, era o Oscar que decidia, e hoje há um grupo mais homogêneo. Mas não deixa de ser forte”, ponderou.

Bahia Notícias







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