Esportes

1 06/08/2015 09:30

Os 270 paratletas que compõem a maior delegação brasileira para os Jogos Parapanamericanos (Parapan) entram no ginásio na sexta-feira, 7, em Toronto (Canadá) para a cerimônia de abertura do torneio intercontinental. As competições, que só começam no sábadom, 8, terminam no dia 15. Ao todo, são esperados 1.560 atletas de 28 países para disputar 15 modalidades.

As maiores delegações do Brasil são do atletismo, com 50 atletas, seguido da natação, com 40, e do tênis de mesa, com 28. Os estados com mais competidores: São Paulo, com 100 atletas, Rio de Janeiro, com 38, e Minas Gerais, com 21. O Brasil terá atletas das cinco regiões, de 16 estados e do Distrito Federal.

A Bahia conta com quatro representantes: Cassio Lopes dos Reis e Jeferson Gonçalves, o Jefinho do futebol de 5, para deficientes visuais; Verônica Mauadie Almeida e Ronaldo Souza Santos, da natação.

Todos os quatro têm chances de medalhas. Jefinho é o mais vitorioso deles. Conquistou o ouro pela modalidade nos Parapans de 2007 e 2011. E, de quebra, nas Paraolimpíadas de 2008, em Pequim, e Londres, em 2012. Com menos tempo no esporte, Cassio compartilha de uma conquista com o colega de equipe, o ouro em Londres.

Bronze em Pequim-2008, a Verônica Almeida conquistou uma vitória pessoal e a quebra de um recorde em janeiro. Portadora da síndrome de Ehlers-Danlos, doença degenerativa incurável, ela foi a primera paratleta a fazer a travessia Mar Grande-Salvador no estilo borboleta.

Já Ronaldo Souza Santos garantiu quatro medalhas no último Pan, em Guadalajara - duas de ouro - e tem tudo para repetir o bom desempenho nesta edição.

Retrospecto

Nas duas últimas edições doParapan - Guadalajara, em 2011 e Rio de Janeiro, em 2007 - o Brasil encerrou a competição na liderança do quadro de medalhas. Foram 81 ouros, 61 pratas e 55 bronzes no México. Em Toronto, os brasileiros tentarão manter a hegemonia no torneio, que vale vagas para os Jogos Paraolímpicos do Rio, no ano que vem.

A manutenção deste primeiro lugar, no entanto, não será tarefa fácil. Segundo o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parson, Canadá e Estados Unidos estão com novos atletas que podem dar trabalho.

"Sabemos que não será fácil continuar em primeiro. O Canadá tem uma nova geração e virá, com certeza, com bastante força, aproveitando o fato de estar competindo em casa. Mas estamos entusiasmados e confiantes em manter a hegemonia nas Américas. Será, sem dúvida, um Parapan de altíssimo nível e um passo importante na nossa preparação para os Jogos Paraolímpicos do Rio", avaliou o dirigente.

Uma modalidade na qual o Brasil busca evolução é o rúgbi em cadeira de rodas. A expectativa deste ano é melhorar o rendimento das duas últimas edições do torneio, quando a equipe conquistou o bronze.

A TARDE







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