Esportes

1 11/06/2015 14:00

Realizado sempre um ano antes das Olimpíadas, o Pan-Americano é encarado pela maioria dos atletas como um termômetro para os Jogos. Para algumas modalidades, contudo, o evento pode ser, na verdade o grande momento de suas carreiras.

No total, oito esportes que não estão no programa da Rio-2016 estarão sob os holofotes com o início do Pan-Americano de Toronto, no Canadá, a partir do dia 10 de julho. Apesar do evento não ser esportivamente o ápice dessas modalidades, perdendo para seus respectivos mundiais, para os atletas brasileiros, é no Pan em que eles têm a chance de ganhar maior reconhecimento no país, uma vez que há uma grande cobertura da imprensa, diferentemente do que acontece com seus torneios internacionais.

"O Pan é o maior evento do caratê, fora o Campeonato Mundial, já que não estamos dentro dos Jogos Olímpicos. Mas é ao mesmo tempo diferente, porque tem todo esse clima de Vila Pan-Americana, de estar junto com outros esportes, e de ter cobertura dos principais veículos de mídia. É especial para todos nós atletas do caratê. É a nossa Olimpíada", explica Douglas Brose, bicampeão mundial do esporte e duas vezes bronze em Pan (Rio-2007 e Guadalajara-2011).

Além do caratê, as outras modalidades que estão no Pan, mas não na Rio-2016 são: beisebol, softbol, raquetebol, squash, patinação artística, boliche e esqui aquático. Desses, beisebol, softbol e squash concorrem para entrar de novo no programa olímpico nos Jogos de Tóquio 2020, ao passo que o boliche participou de Seul-1988 como esporte demonstração. Em 2013, o caratê tentou pela 4ª vez entrar na lista olímpica, mas teve seu pedido novamente negado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Contraste brasileiro

Alguns desses esportes 'patinhos feios' têm tradição no Brasil. Apenas no beisebol, softbol e raquetebol (no qual o país sequer possui uma federação) jamais subimos ao pódio no Pan (veja a tabela com a performance do Brasil ao lado). As demais modalidades têm contribuído para podermos competir com Cuba e Canadá pela 2ª colocação no quadro geral de medalhas.

Mas trazer medalhas não significa bom tratamento por parte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Como modalidades não-olímpicas, esses esportes não recebem os repasses provenientes da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% da arrecadação bruta das loterias federais, descontadas premiações, ao COB (85%) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (15%). Suas confederações até são reconhecidas, mas não há obrigação de apoio financeiro. Por exemplo, Marcel Stürmer, tricampeão pan-americano na patinação artística (2003, 2007 e 2011), pagou do bolso a passagem para ir a Orlando (EUA) disputar o classificatório, em janeiro de 2014.

A situação reflete até mesmo em repasses de recursos a atletas que individualmente poderiam ter acesso ao programa Bolsa-Atleta, do Ministério do Esporte. No caso do beisebol/softbol e patinação artística, todos os que tinha sido contemplados, tiveram os benefícios suspensos neste ano, pois suas confederações não possuem campeonatos nacionais com a participação mínima de cinco estados exigida pelo governo.

A TARDE







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